Antigamente o homem tinha a impressão de que
os recursos da natureza eram infinitos, por exemplo, o caçador de mamutes via
tantos deles e só conseguia capturar um ou outro, entendendo assim que seu
número era infindável. A noção de que a natureza é infinita mudou a partir do
momento em que o homem, dominando a técnica, fabricou máquinas capazes de, em
poucos dias, destruir uma floresta, ou, indo a extremos, acabar com o mundo em
minutos caso resolva experimentar algumas de suas bombas atômicas.
Sabemos
agora que os recursos da natureza têm fim, e que, se a agressão ao meio
ambiente continuar, em poucos anos o planeta não será capaz de assimilar tanta pancada.
E tudo indica que, para resolver o problema da sobrevivência do homem, é
preciso mudar aas formas de exploração da própria natureza que o alimenta - de tudo:
ar, água, matéria-prima, tudo.
Antigamente, o homem tinha medo da natureza:
raios, trovões, inundações, rios e mares enormes, frio e calor. O homem não
conhecia a natureza, à medida que a foi conhecendo, também a foi aniquilando, a
tal ponto que a situação se inverteu: hoje em dia a natureza tem medo de nós.
Declaramos guerra à natureza e
somos os perdedores ao vencê-la. Se a tratássemos com amor, ela poderia ser
infinita, desde que não fosse saqueada ao extremo de sua resistência e
capacidade regenerativa.
Por: Antônio
Jairo